Flexibilidade para vencer

Você se lembra o que você sentiu a primeira vez que viu o mar? Plenitude? Angústia? Desafio? A experiência é sempre única e mesmo que não lembre carrega uma série de sentimentos. O próprio mar, nem sempre está exatamente da mesma forma: às vezes calmo, liso, incontrolável. Por natureza, flexível.

E é sobre flexibilidade que fui chamado para falar no último TEDx São Paulo, sobre pluralidade.

I

 

Definitivamente, não estamos falando de Ioga. 

E sim da principal característica de um líder bem-sucedido, de uma pessoa de bem com a vida. Ser flexível nos dá a abertura para ler diferentes sinais. Quando velejava, sentia a temperatura e a densidade do vento, a oxigenação e a temperatura da água, a direção das ondas e correntes.

Pois é, quantas vezes por ego e por orgulho, a gente fica dentro da nossa caixa, com as nossas verdades e um mundo fora se movimentando, alterando de uma maneira tão violenta… E a gente sem estar aberto, sem flexibilidade para enxergar novas oportunidades. Se ater ao conhecido é um ambiente seguro.

 

E se eu disser que a flexibilidade está na sua natureza?

Não tem desculpa: está na neuroplasticidade do seu cérebro.

É só manter uma atitude que já conversamos aqui: o otimismo.

Vamos ser otimistas? Vamos ser flexíveis? “

Texto publicado na Folha de Alphaville, 2 de dezembro de 2016.